Energias Renováveis no Brasil

O Brasil é um país gigantesco não só em dimensão, como também no que diz respeito aos recursos naturais. E para garantir energia para todos, é fundamental uma politica planejada para que tenhamos um futuro menos dependente e mais próspero para empresas, governo e sociedade civil.

As energias renováveis, principalmente a eólica, solar, biomassa, maremotriz e a hidráulica possuem centralidade nesta discussão sustentável do país e do mundo. E dentre estas, a eólica vem despontando com fortes investimentos públicos e privados.

Denomina-se energia eólica a energia cinética contida nas massas de ar em movimento (vento). O aproveitamento ocorre por meio da conversão da energia cinética de translação em energia cinética de rotação, com o emprego de turbinas eólicas, também denominadas aerogeradores, para a geração de eletricidade, ou cata-ventos (e moinhos), para trabalhos mecânicos como bombeamento d’água.

Assim como a energia hidráulica, a energia eólica é utilizada há milhares de anos com as mesmas finalidades, como: bombeamento de água, moagem de grãos e outras aplicações que envolvem energia mecânica. Para a geração de eletricidade, as primeiras tentativas surgiram no final do século XIX, mas somente um século depois, com as crises do petróleo (década de 1970), é que houve interesse e investimentos para viabilizar o desenvolvimento em escala comercial.

De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o Brasil possui um total de 7.156 empreendimentos de geração de energia em operação , totalizando 161.550.206 kW de potência instalada. Destes, 60,84% são de Hidrelétricas, 24,79% por Termelétricas e 8,51% são por Eólicas. Completam as fontes geradoras de energia as Pequenas Centrais Hidrelétricas (3,2%), Nucleares com 1,23%, Solar com 1%, e fechando com aproximadamente 0,5% as Centrais Geradoras Hidrelétricas e as Undi-elétricas.

No caso das nucleares, a dificuldade de ampliação está relacionada à construção das usinas. Um exemplo é Angra 3, que estava com previsão para começar a funcionar em 2014, mas metade da obra está inacabada até hoje. A usina custará cerca de 10 bilhões e, quanto maior o atraso, maior o custo. Em comparação, a Coreia do Sul construiu seu primeiro reator no mesmo período de Angra 1 e hoje conta com mais de vinte.

Alguns desafios aparecem como verdadeiras oportunidades. Um desses é produzir energia a partir de gás metano dos diversos lixões e aterros sanitários pelo país. Seria uma forma viável e economicamente responsável tratar os descartes urbanos. Porém o que temos hoje são casos pontuais e de pesquisa para abastecer as Estações de Tratamento de Resíduos (ETRs) ou mesmo pouquíssimas casas do entorno das mesmas. Uma preocupação que temos que ter também é com a avaliação de possíveis degradações provenientes na geração de energia nos ecossistemas que temos, sobretudo no Pantanal, no Semiárido, no Amazônico e na Mata Atlântica.

Neste sentido, com uma grande linha de costa, baixo impacto ambiental, ventos relativamente constantes e recursos sendo disponibilizados para as gerações eólicas, não resta dúvidas que este setor além de ser promissor, é urgente a sua consolidação na matriz energética brasileira.