A educação precisa ser prioridade

O novo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) divulgado nesta quinta-feira mostra algo que já sabemos a muito sobre a realidade da educação no Brasil. Podemos de início já elencar um dado que já mostra como a matéria matemática no ensino médio, por exemplo, obteve o pior resultado desde 2005. Na última avaliação, referente a 2013, apenas 9% dos alunos apresentavam aprendizado considerado adequado em matemática, número que junta as escolas públicas às privadas. Segundo os números de hoje, o porcentual é pouco acima de 8%. Em 1999, eram: 12%.

“O retrocesso em matemática significa uma queda no preparo dos alunos para o século XXI, em que as matérias de exatas são fundamentais para inserir o estudante no mundo”, relata Priscila Cruz, diretora da ONG Todos pela Educação. O ensino médio brasileiro é o menos flexível do mundo. Já em 1950 o sistema daqui espantou o vencedor do Prêmio Nobel de Física Richard Feynman (1918-1988), em viagem ao Brasil. Em nenhuma outra parte do mundo Feynman vira tanta matéria e tão pouco aprendizado – “um paradoxo fadado ao fracasso”, concluiu. Passou da hora de mudar.

Hoje, em 2016, temos a possibilidade de pensar e de executar mudanças efetivas na educação, principalmente na cidade em que vivemos. Precisamos de pessoas com qualidade e que tenham como prioridade o tema educação na Câmara de Niterói. “Urge (é urgente) a reforma do ensino médio. Não se pode ficar passivo aguardando o ano letivo do próximo ano”, diz o atual Ministro da Educação Mendonça Filho.

É nesse mote que iremos trabalhar, para que não se espere mais semestres, mais anos, mais décadas para acontecer a efetiva mudança da educação, a hora é agora e é nossa responsabilidade modificar e renovar o atual cenário da educação no país, todo cidadão quer que sua cidade seja melhor e por este caminho é possível!